"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nhanduti em S.Paulo nos anos 1950: Da. Elvira Manetti.



Da. Elvira Manetti (1904-1993), segundo sua filha, Neide Foux, depoente, fez nhanduti toda a vida. “Eu conheci minha mãe sempre fazendo nhanduti. Ela fazia também filé. Era muito prendada e fazia de tudo numa casa.” Moravam no bairro de Santa Terezinha, perto de Santana, na capital do Estado de S. Paulo. Da. Elvira teceu até mais ou menos 1980.




Ela pagou todo o meu enxoval com o nhanduti. O casamento foi em 1960. Ela trocava as peças com uma senhora portuguesa que comercializava roupa branca, toalhas da Ilha da madeira e etc... cujo nome não me recordo. Muita vezes essa senhora trazia encomendas de nhanduti para Da. Elvira fazer. Ao que parece, esta senhora também comercializava as peças em nhanduti feitas por Da. Elvira.



Da. Elvira solicitava a ajuda da filha para suas encomendas. A filha desde os 9 anos tecia os módulos pequenos para ajudar a mãe, por imposição. A menina recebia os bastidores com a teia montada para “preencher” com a linha de seda colorida. 
Da.Elvira Manetti


A depoente tinha, entre os guardados de fazer nhanduti da mãe alguns bastidores de madeira padrão, muitos módulos pequenos em cores diversas já prontos para serem montados, um final de rolo de linha mercer crochet bege (sem rótulo) e uma meada da linha de seda fechada, linha esta muito usada na época, que agora sabemos tratar-se da linha chamada Negrinha. Na foto com as linhas aparecem também duas agulhas de ponta fina, sendo uma delas curvada na ponta. 

fonte: fotos e depoimento recolhido em junho/2013
 

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