"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

domingo, 14 de janeiro de 2018

Do baú da Ema Bordignon


 

                 A peça tem cerca de 33 cm de diâmetro e foi feita pela artesã Ilda Maria Ferrari Bordignon (1922-2013) possivelmente nos anos 1940. Ilda Maria viveu no sul do Brasil, entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 
                   Como a maioria das moças solteiras da época, foi educada nas várias artes manuais, “costura , tricô , crochê até com fio de carretel, nhanduti e pintava em nó de Pinho!” conta sua filha, Ema Luiza Bordignon, que está compartilhando conosco seu baú e seu amor de filha. “Depois [que ela] casou, em 1945, continuou com as artes . Dona de casa e mãe de dois filhos,  nunca parou com os artesanatos! ...Era muito doce com as pessoas !

A peça branca, um lenço de seda de cerca de 21 X 21 cm Ema Bordignon ganhou de uma comadre e pertenceu a Joana Coutinho Gardolinski, que a teria comprado, cogita-se, nos anos 1950.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Renda Tenerife no Museu Lázaro Galdiano - Madrid/Es





Pañuelos de Cerimonia de la coleción del Museo Lazaro Galdiano. 
O empenho dos museus de Espanha em compartilhar seu acervo com interessados é fascinante. 


Agradeço a Conservadora Chefe, D. Amparo López, o Diretor da Biblioteca, Juan Antonio Yeves Andrés e Da. Mercedes Tostón.




Pañuelo de nipis guarnecido con encaje de Tenerife en ruedas
incompletas sobre malla tejida a parte - 355mm de lado


Pañuelo de nipis guarnecido con encaje de Tenerife en ruedas
incompletas sobre malla tejida a  parte - 370mm de lado


Pañuelo de seda natural, con orla de encaje de Tenerife en
blanco y azul muy pálido - 350 mm de lado


Pañuelo de seda natural rosa pálido con orla de encaje de Tenerife
 en medias ruedas imbricadas. Centro blanco 365mm de lado


domingo, 24 de dezembro de 2017

Prestando contas : doações do Brasil à Sala da Roseta do Museu de Artesania de Tenerife.

Museo Iberoamericano de Tenerife-MAIT
           
                Em novembro último, representando o Brasil, participei da I Jornada Internacional “Roseta de Tenerife” em Tenerife, Ilhas Canárias. O encontro reuniu Velho e Novo Continente em torno da Roseta Canária, técnica de fazer renda artesanal que, a partir do Arquipélago das Canárias, se espalhou pelo mundo e deu origem a rendas com características diversas nos vários locais em que se aculturou. No Brasil originou a Renda Tenerife, também chamada aqui  Nhanduti e Renda Sol.

            O evento foi parte de um programa de promoção das Rosetas desenvolvido pelo Museu Iberoamericano de Artesanato de Tenerife – MAIT que mantem em seu edificio sede, na cidade de La Orotava, a “Sala da Roseta”. Nela não só está exposta a ancestralidade da técnica, através de rendas dos séc. XVII e XVIII,  mas também sua dispersão pelo mundo, expondo peças tecidas nas várias regiões em que a técnica se aculturou tais como Paraguai, Porto Rico, Cuba, Estados Unidos, Croácia...

        Além da palestra para a qual fui convidada, em que fiz um esboço da história da Renda Tenerife no Brasil e um mapeamento da técnica mostrando o formato que a renda tomou nas mãos dos artesãos brasileiros nesses dias, eu entendi que tinha outro compromisso, o de levar para a “Sala da Roseta” para ali ficarem expostas, exemplares de Renda Tenerife tecidas no Brasil.

  E agora presto contas do quanto me comprometi.

         Assim, além de trabalhar pela promoção da Renda Tenerife Brasileira através de uma palestra cuja intenção foi de contribuir com a história da técnica no Brasil, cumpri o prometido a herdeiras de rendeiras dos anos 1950 com que estive nos meses anteriores à ida ao evento. Cumpri o comprometido com Maria Fernanda Vita de Araujo, de Socorro/SP  e levei os módulos tecidos por sua mãe, Da. Gladys Vita (nº1 na foto) para a Sala da Roseta, assim como fiz com Neyde Foux e Arlete Garcia, de São Paulo/SP, entregando ao Museu Iberoamericano de Tenerife – MAIT as peças das artesãs Da. Elvira Manetti (nº2) e  Da. Isabel M. Garcia (n.º3). Todas essas peças são representativas da produção de meados do século passado, anos 1940-60, época em que a Renda Tenerife teve expressão económica no Brasil.

         Agradeço a confiança que depositaram e termino informando que a foto anexada é de uma vitrine da Exposição Temporária montada durante as Jornadas Internacionais das Rosetas em novembro último no Museu.  O material doado deverá ser integrado ao acervo em Exposição Permanente na “Sala das Roseta” do MAIT. Informações sobre as peças como autoria e localidade de procedência foram entregues juntamente com elas à responsável do Museu, Sra. Milagros Amador, e deverão ficar obrigatoriamente arquivados no inventário das peças do MAIT.

            Quem quiser conhecer um pouco do Museu Iberoamericano e da Sala da Roseta pode clicar sobre as palavras em vermelho e acessar os sítios.


               

Jornadas Internacionales Roseta de Tenerife


Doña Elizabeth H. Correa, investigadora de #Encajes, especialista en #RendaSol - #Brasil #JornadasRoseta #Tenerife #CabildodeTenerife