"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

MUSEU MUNICIPAL DE ATIBAIA ENTRA PARA O CADASTRO ESTADUAL DE MUSEUS



Na cidade de Atibaia, o Museu Municipal João Batista Conti foi incluído no Cadastro Estadual de
Museus, pertencente ao Sistema Estadual de Museus do Governo do Estado de São Paulo. Agora,
depois de um processo de qualificação, o museu de Atibaia passa a fazer parte da ferramenta que
objetiva sistematizar informações sobre as condições técnicas e padrões normativos do setor em
território paulista, facilitando a pesquisa e a busca de informações por pesquisadores, estudantes e
interessados em museologia. O Museu João Batista Conti recebe cerca de 10 mil visitas ao ano e tem,
atualmente, 8752 peças no acervo.



No acervo os visitantes podem observar peças e documentos que remontam ao Brasil Colonial,
Império e República, distribuídos em sete salas e um saguão principal. Obras de acessibilidade e
reparos nas janelas e no telhado do prédio histórico também estão previstas no planejamento de
manutenção da Prefeitura, em parceria com o ITEC, para a reforma do espaço cultural.

Também integram o acervo do Museu Municipal de Atibaia as obras de Benedito Calixto e Yolando
Malozzi, além de coleções de numismática, arte sacra, mobília, folclore e moda. No local há uma
biblioteca histórica para pesquisa, com documentos, atas da Câmara, acervo fotográfico e exemplares
dos principais jornais da cidade desde a década de 1950.

O prédio, feito com paredes de taipa de pilão e pau-a-pique, foi construído em 1836 para ser,
simultaneamente, Casa de Câmara e Cadeia de Atibaia, funcionando assim até 1953. Passou por um
processo de restauração, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN) e, a partir de 1961, começou a abrigar o Museu Municipal.

O museu recebeu o nome de João Batista Conti em homenagem ao benemérito cidadão que, ao longo
de sua vida, reuniu diversos objetos históricos que deram início ao acervo, além de obras escritas
sobre a história da cidade. No dia 1º de setembro é comemorado o aniversário de nascimento do
idealizador e patrono do museu.

O Museu Municipal João Batista Conti é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de São Paulo (Condephat), pelo IPHAN e pelo Conselho Municipal de Cultura de Atibaia.

Localiza-se na Praça Bento Paes, no Centro de Atibaia. A visitação é gratuita e pode ser realizada de
terça-feira a domingo, das 11h30 às 17h30. Mais informações pelo telefone (11) 4412-7153 ou pelo

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Coleção Roquette-Pinto de Renda Nhanduti transformou-se em cinza.

" ... quando perdemos um museu como esse, perdemos também uma parte importante e valiosa da nossa capacidade de imaginar outros mundos. Afinal, é disso que trata a antropologia, falamos, analisamos e descrevemos outros mundos. E, com isso, alargamos a nossa capacidade imaginativa de querer, sonhar, imaginar e construir modos diversos de estarmos vivos."

fonte: Isabela Oliveira facebook de 2/09/2018

Incêndio no dia 2/9/2018 queimou a quase totalidade daos 20 milhoes de peças do Museu Nacional 


Edgard Roquette-Pinto foi autor do primeiro estudo sobre a Renda Nhanduti de que se tem notícia. Foi médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras

Seguindo os caminhos dos primórdios da Antropologia, Roquette-Pinto conheceu o interior do Continente Latino Americano ao ser designado pelo Museu Nacional, nas décadas iniciais dos 1900, para,  seguindo o caminho percorrido pelo Mal. Rondon ao mapear as fronteiras telegráficas brasileiras, coletar material para o acervo do Museu. Esteve também ligado à Universidade de Asunción, onde trabalhou por 4 anos.

Do circuito e convívio, além do material coletado que integrava a bela coleção etnográfica do Museu Nacional e da obra literária que colaborou para perpetuar a missão de Rondon, trouxe ele uma pequena coleção de Renda Nhanduti, elaborando o primeiro estudo sobre a Renda trazida do Paraguai de que se tem notícia.

O foco do estudo de Roquette-Pinto é a simbologia adotada pelas rendeiras nos padrões que os módulos da renda passam a estampar, catalogando os motivos adotados por essa população "criolla". 

A tecelagem, que em sua origem canária é básicamente floral, passa a ter desenhos da fauna, da flora e do mundo circundante nas suas tramas. O texto "Notas sobre o Ñanduti do Paraguai" foi publicado pelo Boletim do Museu Nacional em 1927.

As fotos anexas, quase furtivas, do momento em que as peças eram tiradas das caixas, foram as únicas que me foram autorizadas fazer na visita ao acervo que fiz há cerca de 5 anos atrás quando solicitei consultar a coleção de Roquette-Pinto! 

Agora a coleção de Renda Nhanduti virou cinza juntamente com quase 20 milhões de peças do mais importante Museu da América Latina no incêndio de 2 de setembro. E sequer boas fotos da coleção restaram!

Fica o relato para registrar minha tristeza e, principalmente, registrar a existência deste acervo que se perdeu. Até porque talvez que eu seja a única pessoa nesse país que vai se lembrar dele entre tanto que se perdeu.





domingo, 26 de agosto de 2018

Portal NHANDUTI DE ATIBAIA








Todas as informações que fomos coletando em mais de 10 anos de dedicação à técnica  nhanduti, tenerife, soles, de Brasil, Paraguai e Venezuela, e Canárias ... 

Viaje pelos 3 blogs, e 5 mídias sociais e descubra que o mundo das Rendas de Trama Radial é enorme e fascinante! 

E querendo saber mais alguma coisa, não hesite em perguntar. Nos esforçaremos para responder. Use o "COMENTÁRIOS" abaixo.

 😘😘😘

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Do baú da Virginia Hiromi Fukuda Viana

Vírginia postou a foto desta peça de Renda Tenerife no seu Facebook pedindo ajuda sobre qual seria a técnica. Acabou vindo no meu Facebook por intermédio de Bernardete Rabelo, que conhecia meu trabalho com a técnica.





Confirmei que se trata de uma peça possivelmente feita no Brasil, possivelmente nos anos 1950-70.  Conheço e tenho no m/acervo peças com características semelhantes feitas no Estado de S.Paulo. É só consultar postagens mais antigas deste MUSEU VIRTUAL DA RENDA TENERIFE que encpntrará alguns exemplos do que estou falando.

Mas é muito arriscado dizer que a origem dessa peça é S.Paulo, pois pelo que percebi Virginia Viana mora no Ceará. Seria temerário. Mas se a Virginia tiver um tempinho para compartilhar conosco mais informações quem sabe conseguimos cooperativamente mais peças para esse xadrez da memória dessa técnica de fazer renda.

Por enquanto, deliciem seus olhos com a belezura!  E agradecemos Virginia por compartilhar.



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Carta de Goiás: promessa de proteção ao patrimônio nacional

CONHEÇA OS 11 PONTOS DO DOCUMENTO QUE PROMETE PROTEGER O PATRIMÔNIO NACIONAL


Pela primeira vez quatro ministérios se reúnem  (Cultura, Meio Ambiente, Cidades e Turismo) para trabalhar  em torno do tema. O  documento deve ir para o Congresso em forma de projeto de lei para tornar a Carta de Goiás uma política permanente para o patrimônio nacional.

Mais informação sobre o evento de assinatura AQUI.


CARTA COMPROMISSO DE GOIÁS


1) Conceder tratamento diferenciado às cidades históricas, sob aspecto orçamentário, no âmbito das políticas de desenvolvimento, prioritariamente às com sítios declaradas pela Unesco como patrimônio cultural

2) Ampliar a abrangência das ações e dos investimentos viabilizados pelos programas desenvolvidos para a recuperação e dinamização das cidades históricas

3) Priorizar investimentos de infraestrutura turística urbana, como saneamento, mobilidade e acessibilidade

4) Fomentar o desenvolvimento de linhas de crédito e novos instrumentos financeiros, inclusive com a atração de parceiros e investimentos privados para estimular a recuperação de imóveis privados

5) Assegurar a continuidade da atuação do Departamento de Economia de Cultura do BNDES como espaço e mecanismo de fomento à preservação do patrimônio

6) Desenvolver ações integradas para promoção econômica do patrimônio, em particular para
 a atividade turística

7) Prover fundo de investimento específico para a preservação e salvaguarda

8) Promover iniciativas de formação nas três instâncias de governo para a gestão da preservação do patrimônio cultural brasileiro

9) Integrar nos processos de requalificação e dinamização das áreas de interesse patrimonial às abordagens do patrimônio material e imaterial, aprimorando e ampliando a interlocução com a sociedade civil detentora desse patrimônio

10) Instituir a Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial, em atendimento ao Acórdão 311/2017, do Plenário Tribunal de Contas da União (TCU)

11) Articular e promover ações para constituição do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural

sábado, 7 de julho de 2018

JORNADAS INTERNACIONALES LA ROSETA DE TENERIFE



                           As JORNADAS INTERNACIONAIS "ROSETA DE TENERIFE" aconteceram em novembro de 2017 e reuniram Rendeiros e Rendeiras dos diversos paises em que são praticadas Rendas de Trama Radial que teriam tido por ancestral as Rosetas de Tenerife ou Rosetas Canárias, técnica de fazer renda que a partir das Ilhas Canárias teria se espalhado para várias partes do mundo, especialmente para a América, onde é ou foi encontrável em diversas regiões, adquirindo, em cada região em que se aculturou, características próprias, tornando-se um elemento de ligação entre sociedades e culturas diversas do Continente.

                         Representando do Brasil compareceu Elizabeth Correa, da ong NHANDUTI DE ATIBAIA, que desde meados dos anos 2000 se dedica à Renda Tenerife, também conhecida como Nhanduti. Elizabeth é Mestre Rendeira premiada pelo Prêmio Culturas Populares 2017 - SDCC/MINC do Ministério da Cultura e pratica a técnica com as características que a renda de agulha tomou o país.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Uma estratégia de salvaguarda das Rosetas Canárias

As Rosetas Canárias são as ancestrais da nossa Renda Tenerife e as estratégias de salvaguarda dessa técnica que  lá, como aqui, está em vias de extinção são bastante  intyeressantes. Essa notícia é desta semana.

fonte: https://diariodeavisos.elespanol.com/2018/06/el-arte-de-las-roseteras-del-sur-entra-en-los-colegios/

El arte de las roseteras del Sur entra en los colegios

Arona impulsa un plan para salvaguardar el arte del pique y la roseta entre escolares y vecinos; expertos asocian esta técnica de encaje del siglo XIX y XX, característica de la comarca chasnera, con las “matemáticas ancestrales”

Mestre rosetero Antonio Rodriguez Ruiz con los niños

Fue una de las tradiciones artesanales más arraigadas en el Sur en los siglos XIX y XX y permitió a la población aliviar sus necesidades económicas en épocas en las que los ingresos familiares dependían casi exclusivamente de lo que producía el campo. El arte de las rosetas, un tipo de encaje de aguja característico del Archipiélago sobre una almohadilla (pique), ocupa un lugar destacado en el patrimonio cultural de la comarca y en la memoria de sus habitantes, herederos de una tradición transmitida de generación en generación y extendida por los emigrantes canarios por América, Asia y Europa.
Madres y abuelas practicaban en sus casas esta singular modalidad de encaje que se utilizaba como adorno en los hogares en municipios como Arona, Adeje, Granadilla, San Miguel y Vilaflor, hasta que la aparición de nuevas fuentes de ingresos fue relegando a un segundo plano esta actividad, condenándola prácticamente a su extinción, a lo que contribuyó la desaparición de las artesanas conocedoras de esta habilidad manual.
Para evitarlo, el Ayuntamiento de Arona, a través del área de Patrimonio Histórico, ha puesto en marcha un plan con el objetivo de enseñar el arte del pique y la roseta a través de exposiciones y, sobre todo, de talleres prácticos en los que se aprende su técnica y se extiende su conocimiento a alumnos y docentes de los centros educativos, así como a los vecinos interesados en el trabajo artesanal que vieron realizar en sus casas a sus madres y abuelas.

La Casa de la Bodega de Arona se ha convertido en el epicentro de la preservación de la roseta, con la celebración de varios talleres, a los que hay que sumar diversos cursos intensivos en el centro cultural de Valle San Lorenzo y en el colegio La Estrella. Más de un centenar de personas han aprendido este arte manual, que ha ido evolucionando desde el uso doméstico más tradicional a nuevas utilidades, desde tapetes a pendientes y collares.

La última novedad es su aplicación a las nuevas tecnologías y a las matemáticas. Marcos Antonio Méndez, director del Centro de Profesorado Tenerife Sur, propone el uso de la técnica de elaboración de las rosetas para que los escolares refuercen su aprendizaje de las matemáticas. “Se trabaja la geometría, la simetría, los diámetros, los ángulos… buscando siempre que los alfileres de los extremos sumen un número lo más divisible posible, por ejemplo 36 o 60. Son matemáticas ancestrales, aunque también hay dibujo y tecnología. Me parece una bomba llevar esta práctica de nuestros antepasados a las aulas. Queremos formar profesores y realizar nuevos talleres en los centros educativos”, explicó, mientras trabaja en su última creación, un pique de 36 alfileres con una urdimbre de 36 radios.
Antonio Domingo Rodríguez imparte las clases de formación en Arona. Hijo y nieto de roseteras, recuerda como su madre y abuela le daban desde pequeño un pique “para que estuviera callado”. Ahí empezó su afición por esta actividad “en una época donde un hombre con una aguja no estaba bien visto”. Antonio destaca la “impresionante reacción” de los alumnos a los que se les ha explicado esta técnica. “Es admirable su curiosidad y su predisposición a aprender”. Confía en que la labor que realizan el Ayuntamiento y el Cabildo sirva para rescatar esta “maravillosa tradición que hoy mantienen cuatro abuelas en el Sur”. Sobre su origen, recuerda que el trabajo de aguja viene de Flandes, “pero esta forma de trabajarla es nuestra. El nacimiento de la roseta está en la comarca de Chasna”, apostilla.
Luis García, concejal de Patrimonio Histórico de Arona, subraya la apuesta del Ayuntamiento por recuperar las tradiciones, la historia, y a sus protagonistas. “Familias enteras vivieron casi exclusivamente de la economía que generaba el mundo de las roseteras, que propició el enriquecimiento de la economía local y que nos ha llegado como arte”, señaló el edil, que subrayó la importancia de involucrar y hacer protagonistas a las personas que siguen interesadas para preservar su valor y su papel en la conformación de nuestro municipio”.

ESPECTACULARES DIBUJOS BASADOS EN UNA TÉCNICA DE TRAZADOS SIMÉTRICOS

El pique (la almohadilla soporte de la roseta) es la clave para el origen y la forma final del trabajo. En cada uno de ellos se introducen alfileres en los huecos o puntos marcados que unidos dan lugar a los dibujos. Dependiendo del tamaño y del tipo, se clava uno o más alfileres en el centro, se hace un nudo y se unen los hilos con los alfileres contrarios.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Do acervo do The Lace Museum of Sunnyvale, CA.


Vamos publicar as peças de Rendas de Trama Radial do The Lace Museum, um ativo museu situado perto de São Francisco. Lançamos hoje uma parceria com esse museu norteamericano situado na Califórnia.

"The Lace Museum of Sunnyvale" foi fundado em 1976 por um grupo de mulheres com o objetivo de preservar a arte de fazer renda. Reunindo-se regularmente, as fundadoras trocam ensinamentos sobre as técnicas de fazer renda,  ensinam a técnica a grupos e pessoas assim como promovem a educação e informação da comunidade sobre essa arte através de exposições e eventos comunitários. Em 1981 o grupo de tornou uma associação sem fins econômicos administrada por um Conselho e composta unicamente por voluntários. É apoiada por doações, Amigos do Museu, o Grupo de Renda do Museu e as vendas da loja.

Aproveite a oportunidade para conhecê-lo clicando em www.lacemuseum.org.

Abrimos a série com esse belíssimo Conjunto de Saia e Casaquinho em Renda Tenerife 






" Ensemble, 2-piece Teneriffe nanduti skirt and jacket, late Victorian, skirt has small train, slit at center back,  made to hold a bustle, no lining; jacket opens at front, 3/4 length, pointy sleeves, no lapels, cotton, probably Chinese, circa 1883 to early 1900's "




Conjunto de 2 peças em Renda Tenerife, saia e casaquinho, estilo vitoriano tardio, saia com pequena cauda , corte nas costas para ajustar a crinolina, sem forro; casaco aberto na frente, comprimento 3/4, mangas pontudas, sem lapelas, fio de algodão, provavelmente chinês, por volta de 1883 até princípios de 1900 "




domingo, 13 de maio de 2018

Do Baú da Nina Sargaço: nhanduti

                              O baú da Nina Sargaço é ENORME, já que é colecionadora dessas artes aplicadas feitas por mãos geralmente femininas. Sua coleção (ao que parece) transita entre bordados e rendas e a tralha utilizada para fazê-los, incluindo-se máquinas de costura, assim como outras traquitanas, Seu mundo, assim como ela, é farto, colorido e divertido.
                              Ela me recebeu numa tarde de janeiro nesta ano de 2018 e compartilhou comigo suas rendas de trama radial. Aqui compartilho com voces duas belas peças de nhanduti, possivelmente de origem do Paraguai. Sobre elas mais não pode dizer contando que muitas vezes acaba depositária de peças que famílias querem se desfazer. 
                                  Agradeço o tempo que ela me cedeu de sua lida com sua coleção, agradecendo ainda a toalhinha de Renda Tenerife que ela deu para o n/acervo. As peças de sua coleção em Renda Tenerife serão tema de outra postagem

           

            


terça-feira, 27 de março de 2018

Do baú de Wania Badann




                         Wania Rachel Badann herdou de sua tia paterna e madrinha um arsenal de bastidores de Renda Tenerife e veio compartilhar conosco o legado.

                           Da. Julieta Badan Matallo estaria hoje com 97 anos (pouco mais ), era nascida na região de São Simão, Estado de S.Paulo, era uma prestimosa filha de imigrantes italianos, e, conta a afilhada que ela bordava com pedrarias e usava essa técnica para bordar mantos de imagens de santos, vestidos de gala e de noiva.
Diz ainda Wania que a madrinha, que  "bordava todos os pontos e fazia renda irlandesa  (segundo ela)" chegou a ensinar a filha, mãe de Wania, mas que ela própria teve que se dedicar mais aos estudos.

                                 Wania é nascida em Campinas, e apesar de lamentar não ter tido mais tempo para desfrutar das rates de  Da. Julieta, diz que sempre esteve rodeada pelas artes manuais e aprendeu "crochê ,  tricô ,  bordado, pintura em tecidos e em faiança" ... e ainda conta que fez parte " de um grupo de Campinas que fundou a primeira Cooperativa de Artesanato, a Cooperarte".

                                    Wania pretende aprender a fazer a Renda Tenerife pensando em contribuir para "não deixar morrer essas artes manuais maravilhosas que fazem parte da evolução da criatividade  humana."





  

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Roupas íntimas com Renda Tenerife, 1900-1910









FOUR LINEN & LACE WHITE SKIRTS, 1900-191


1 w/ spider in lace webs surrounded by flowers & foliage; 1 w/ drawnwork lace & embroidered hem band; 1 w/ diamond shaped lace insertions, very good-excellent; 1 w/ scattered blossom embroidery & graduated bands of lace insertion (stained) very good.
fonte: www.augusta-auction.com

domingo, 14 de janeiro de 2018

Do baú da Ema Bordignon


 

                 A peça tem cerca de 33 cm de diâmetro e foi feita pela artesã Ilda Maria Ferrari Bordignon (1922-2013) possivelmente nos anos 1940. Ilda Maria viveu no sul do Brasil, entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 
                   Como a maioria das moças solteiras da época, foi educada nas várias artes manuais, “costura , tricô , crochê até com fio de carretel, nhanduti e pintava em nó de Pinho!” conta sua filha, Ema Luiza Bordignon, que está compartilhando conosco seu baú e seu amor de filha. “Depois [que ela] casou, em 1945, continuou com as artes . Dona de casa e mãe de dois filhos,  nunca parou com os artesanatos! ...Era muito doce com as pessoas !

A peça branca, um lenço de seda de cerca de 21 X 21 cm Ema Bordignon ganhou de uma comadre e pertenceu a Joana Coutinho Gardolinski, que a teria comprado, cogita-se, nos anos 1950.
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Nhanduti de Atibaia