"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

Mostrando postagens com marcador ñanduti. Mostrar todas as postagens
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3 de mar. de 2021


Em 2003-04 iniciou-se uma jornada que com o tempo foi além do resgate da tecelagem e da história do Nhanduti ou Renda Tenerife. Transformou-se num trabalho de salvaguarda dessa técnica então quase totalmente esquecida.
Mas nos últimos anos vem sendo possivel recolher-se os lentos mas efetivos resultados desse trabalho com a técnica que, acompanhando a pesquisadora argentina Delia H Etcheverry, pode ser tida como a renda americana por excelência.
A Renda Tenerife ou Nhanduti ainda se encontra em vias de esquecimento, só subsistindo onde encontrou esforços predominantemente pessoais e amorosos em seu favor. Estar ela agora elencada no livro da pesquisadora Vera Felippi, DECIFRANDO RENDAS, é uma contribuição importante trazida, possivelmente, pelos quase vinte (20) anos enredados nas tramas radiais da técnica. Um "dicho" guarani.*

*El que se fija bien en un ñanduti queda enredado en sus hilos...(provérbio paraguaio)




                              Composição com fotos do livro DECIFRANDO RENDAS de AREH fotografias.

17 de set. de 2019

Agradecimento em nome do n/patrimonio!

Talvez seja meio arrogante eu falar aqui em nome do patrimonio cultural imaterial mas preciso agradecer enormemente a essa três mulheres que, confiando, nos emprestaram um acervo de suas famílias para levar até os XXIII Festival Internacional e Renda, que vai se realizar em Lepoglava, Croacia, dias 13, 14 e 15 de setembro próximo, e depois ao XV Congresso Internacional de Castilla y Léon, que será entre 25 e 27 de outubro em Tordesilhas, Espanha.

Marta Mori
Arlete Martinez
M.Fernanda Vita

Arlete Martinez e Maria Fernanda Vita são filhas de rendeiras de nhanduti,  a primeira de Da. Isabel Martinez Garcia, de S.Paulo, a segunda de Da. Gladys Vita  de Araújo e neta de Da. Rosalina de Faria Vita, de Socorro. Já Da. Marta Mori, ela própria era rendeira de nhanduti em Socorro. Elas  rendeiras estava na ativa nos anos 1950-60, época em que a técnica teve relevância e foi importante economicamente para as família dessas senhoras. 

Mas essas rendeiras foram também as autoras de um novo formato de tecer a técnica, a Renda Sol. Uma formato especial, uma característica  peculiar de nossa região, usando variedade de fios e, principalmente de cores único nessa renda que se espalhou pelo mundo a partir das Ilhas Canárias. Por isso essas rendas estarão presentes nos dois Congressos Internacionais de Lepoglava e de Tordesilhas, ocasião em que a família das Rendas Sol, essas rendas de trama radial estarão presentes em suas versões espanholas, americanas, croatas, etc... sendo objeto de apreciação e estudo. 

Assim, agradecemos aqui Arlete, M.Fernanda e Marta pela generosidade em, emprestando suas peças de família para serem expostas nos Congressos, possibilitar que interessados e estudiosos compartilhem esse patrimonio cultural imaterial brasileiro que é a forma de fazer a Renda Sol Paulista dos anos 1950-60.  





31 de jul. de 2019

No Paraguai: Ñandutí declarado “Patrimonio Nacional Cultural”

La confección de ñandutí fue declarada “Patrimonio Nacional Cultural”

Museo Comunitário do Ñanduti-Itauguá/PY
Museo del Barro- Asunción/PY


Memorial da América Latina-S.Paulo/BR

Los conocimientos, técnicas y métodos de elaboración tradicional del encaje ñandutí fueron declarados “Patrimonio Nacional Cultural Inmaterial” por la Secretaría Nacional de Cultura. El propósito es mantener vigente esta tradición que se transmite de generación en generación.
La Secretaría Nacional de Cultura (SNC), mediante la resolución Nº 497/2019, declaró los conocimientos, técnicas y métodos de elaboración tradicional del encaje ñandutí “Patrimonio Nacional Cultural Inmaterial". El encaje ñandutí, sus conocimientos y técnicas serán beneficiados por la Ley 5.621/16, “De protección del patrimonio”. De ese modo, se pretende que los portadores de esta tradición la mantengan vigente en el tiempo.

En ese sentido, la Secretaria Nacional de Cultura anunció que promoverá en todos los ámbitos la valoración del encaje ñandutí. Para tal efecto, realizarán trabajos directos con las comunidades portadoras y buscarán una participación planificada con alianzas interinstitucionales. También, realizará la revisión de este patrimonio declarado cada 10 años, documentando debidamente su vigencia o previendo en caso de riesgo su salvaguardia urgente.

El encaje ñandutí


El ñandutí es un encaje de agujas que se teje sobre bastidores en círculos radiales, bordando motivos geométricos o zoomorfos, en hilo blanco o en vivos colores.
Hay varias versiones sobre los orígenes de este encaje.

Una de ellas menciona que este bordado fue traído al Paraguay por mujeres españolas de Tenerife hace aproximadamente 300 años. Ellas instruyeron sobre el bordado a las mujeres indígenas del país, quienes a su vez fueron mejorando la técnica, añadiendo coloridos diseños de componentes naturales como flores, insectos y aves.

transcrição de ABC Color

20 de mai. de 2019

Do Baú de Zilamar Takeda



As peças que a artista textil Zilamar Takeda achou no seu baú e compartilha com agente foram feitas por sua tia-avó, Da. Ada Anna Bezzi que teria hoje cerca de 120 anos, ou seja, que nasceu na virada do século XIX para o XX. Zilamar estima que a peça teria sido feita por por volta dos anos 40-50 e contou ainda que as artes com texteis sempre estiveram por perto dela através de sua família. A família era originária do Vêneto e chegou a ter no Brasil uma pequena fábrica de camisas de linho que eram bordadas por sua avó. 


11 de dez. de 2018

El Ñanduti del Paraguay





Dr. Gustavo González, médico e investigador da cultura paraguaio, antecessor do que atualmente conhecemos como "antropólogo" e onde este lindo vídeo colheu informações, se dedicou a pesquisar a Renda Nhanduti depois de conhecer as peças da Renda pertencente ao Museu Nacional coletada pelo brasileiro Edgar Roquette-Pinto.
Em 1935, Gustavo Gonzáles viu e se emocionou com as peças da Renda Paraguaia expostas numa vitrine no Museu de História Natural do Rio de Janeiro juntamente com o texto de Roquette-Pinto "El ñanduti del Paraguay".
Roquette-Pinto foi o primeiro homem de ciência a escrever sobre a renda paraguaia que conheceu em sua estadia em Assunção, onde deu aulas na Faculdade de Medicina em 1921. Seu texto, que contém uma espécie de análise antropológica dos padrões re-criados sobre a renda de origem européia foi publicado no Boletim do Museu Nacional em 1927.
A coleção de renda se queimou no incêndio do Museu Nacional deste ano de 2018.


+ info em postagens anteriores deste Museu Virtual da Renda Tenerife:

7 de jul. de 2018

JORNADAS INTERNACIONALES LA ROSETA DE TENERIFE



                           As JORNADAS INTERNACIONAIS "ROSETA DE TENERIFE" aconteceram em novembro de 2017 e reuniram Rendeiros e Rendeiras dos diversos paises em que são praticadas Rendas de Trama Radial que teriam tido por ancestral as Rosetas de Tenerife ou Rosetas Canárias, técnica de fazer renda que a partir das Ilhas Canárias teria se espalhado para várias partes do mundo, especialmente para a América, onde é ou foi encontrável em diversas regiões, adquirindo, em cada região em que se aculturou, características próprias, tornando-se um elemento de ligação entre sociedades e culturas diversas do Continente.

                         Representando do Brasil compareceu Elizabeth Correa, da ong NHANDUTI DE ATIBAIA, que desde meados dos anos 2000 se dedica à Renda Tenerife, também conhecida como Nhanduti. Elizabeth é Mestre Rendeira premiada pelo Prêmio Culturas Populares 2017 - SDCC/MINC do Ministério da Cultura e pratica a técnica com as características que a renda de agulha tomou o país.

13 de mai. de 2018

Do Baú da Nina Sargaço: nhanduti

                              O baú da Nina Sargaço é ENORME, já que é colecionadora dessas artes aplicadas feitas por mãos geralmente femininas. Sua coleção (ao que parece) transita entre bordados e rendas e a tralha utilizada para fazê-los, incluindo-se máquinas de costura, assim como outras traquitanas, Seu mundo, assim como ela, é farto, colorido e divertido.
                              Ela me recebeu numa tarde de janeiro nesta ano de 2018 e compartilhou comigo suas rendas de trama radial. Aqui compartilho com voces duas belas peças de nhanduti, possivelmente de origem do Paraguai. Sobre elas mais não pode dizer contando que muitas vezes acaba depositária de peças que famílias querem se desfazer. 
                                  Agradeço o tempo que ela me cedeu de sua lida com sua coleção, agradecendo ainda a toalhinha de Renda Tenerife que ela deu para o n/acervo. As peças de sua coleção em Renda Tenerife serão tema de outra postagem

           

            


8 de ago. de 2017

Nhanduti nos anos 40-50 no Brasil



Na cidade de Socorro-SP, nos anos 1940-50, a renda tenerife foi objeto de intensa vida econômica. O nhanduti, como é mais conhecido lá, foi levado à cidade por Da. Rosalina de Faria Vita (1896-1970) e a sua prática como geradora de renda foi incentivada especialmente por sua filha, Da. Gladyz Vita de Araújo (1924-2017), tendo sido fonte de renda para um número enorme de habitantes até perto de 1970. 
Fomos lá recolher um pouco desta história e encontramos a neta e filha dessas precursoras, 
M. Fernanda Vita e outras lideranças e artesãs da cidade animadas em colaborar.
Agradecemos o acolhimento!




Maria Fernanda e peças da renda que serão doadas ao Espaço do Artesão

Peça "mostruário" de Da. Gladyz Vita de Araújo



Toalhinha de Da. Rosalina Vita




10 de jun. de 2017

EBAY: A DEEP UNUSED VICTORIAN NANDUTI SILK LACE BERTHA COLLAR

VENDIDA PELA EBAY UK EM MARÇO/2017
A deep Victorian hand made Nanduti or sol lace, silk bertha collar.  The collar has a variety of motifs, all worked in a delicate, champagne coloured silk thread.  The collar is 52 1/2" (133.5cm) around the neck edge and 9 1/2" (24cm) deep.  It is in very good unused vintage condition and looks like it has only just be made.




4 de dez. de 2015

Renda Sol de Gail Drinkwater

Encontrei Gail em no Encontro de 2015 da IOLI - Internacional Organization of Lace Inc. Ela tinha essas peças para vender entre outras rendas vintage. Caso voce se interesse pode entre em contato com Gail pela email gaildh20@yahoo.com.br. ou pelo telefone 337 350 0343 do estado de Louisiana/EEUU e ver se elas ainda estão às venda. Afinal vi essas belezas em julho passado.


Essa gola exceptionalmente moderna tem perto de 90-cm de comprimento e mais ou menos 13 de largura.


O centro de mesa tem cerca de 43 cm de diametro.





17 de set. de 2015

O BAÚ DE LAURIE MASTEN

                                Laurie Masten é uma rendeira norte-americana que foi minha companheira de quarto no encontro da IOLI - International Organization of Lace Inc. de 2015. Além de ótima anfitriã, foi um verdadeiro anjo da guarda, o que é muito conveniente para uma estrangeira que pela primeira vez vai a um encontro deste tipo nos EEUU.
                              Além de delicada rendeira de bilros, é interessada em rendas no geral, e possui um pequeno acervo de rendas entre as quais estão as peças de renda tenerife que compartilha aqui no Museu Virtual. Um gola, um capuz e uma pequena toalha compradas por ela em diferentes lojas de antiguidades do Colorado ou New Mexico, das quais não tem qualquer informação mais. 


usando a gola de Renda Tenerife no IOLI2015



Laurie Masten




  


























25 de ago. de 2015

DO BAÚ DA CILDÉA

                       Cildéa Nascimento Romeiro compartilha conosco uma toalhinha feita por sua mãe, CARMEN DOLORES DO NASCIMENTO LIMA e o pequeno bastidor provavelmente utilizado na confecção da peça. 
                                  Da. Carmen viveu entre 1917 e 1983 e morava na cidade de Miracema, Estado do Rio de Janeiro. Mais informações infelizmente Cildéa, aluna do curso de renda de S.José dos Campos nestes dias, não sabe nos dizer. Apenas que a peça era bem mais bonita antes de ter sido colocada numa máquina de lavar (!!!!) A gente depreende mesmo que ela já foi bem elegante. 





4 de ago. de 2015

DO ACERVO DE ANNICK SANJURJO


 
ANNICK SANJURJO compartilha conosco uma peca de seu acervo.
Uma preciosa tolha de cerca de 45 cm de diametro de rosetas de vilaflor, comprada em Tenerife, Ilhas Canarias, por volta do anos 2000
 
 


 Acaba de sair uma nova edicao de seu livro: agora voce pode comprar na Amazon em espanhol ou em ingles. Clique AQUI e veja a novidade.

19 de jul. de 2015

DO BAÚ DA CIÇA CAMARGO


Ciça encontrou essa pequena toalha em tenerife no baú da família e trouxe a descoberta para compartilhar conosco
Ciça Camargo é tecelã, sitiante, cuidadora de carneiros e militante da agroecologia e do afeto.

Clique AQUI e vá até o facebook do Sítio Duas Cachoeiras , em Amparo, que recebe visitas de grupos, estudantes e interessados pré-agendados.

13 de jun. de 2015

Colaboração de Sandra Silva

Sandra enviou pelo n/facebook estas fotos de bastidores e de alguns módulos de tenerife para o MUSEU VIRTUAL. 
Elaine, uma colega do curso de artesanato teria encontrado esse material num bazar da Igreja Congregação Cristã do Brasil de Piracicaba/SP, onde moram. Como foi encontrado entre as doações feitas para a igreja não se tem mais informações.



Obrigada, Sandra, por compartilhar sua descoberta com a gente !
Para acessar o facebook da arte-educadora Sandra clique aqui.




8 de nov. de 2014

Do Baú da Elaine.



A doce Elaine, aluna do SESC/Belenzinho neste segundo semestre, tem em seu baú peças de renda tenerife feitas por sua Tia JULIETA CIQUIELO. 
JULIETA  era natural de Ibitinga/SP, onde nasceu em 1917, tendo falecido em 2006 com 89 anos. Elaine não conheceu a tia fazendo tenerife, que era versada em muitas artes da agulha, mas "herdou" uma caixinha com muitas peças certamente de um projeto inacabado.
Além de compartilhar seu tesouro com este MUSEU VIRTUAL, agradecemos as peças que ganhamos para nosso acervo de aula.





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Nhanduti de Atibaia