"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

17 de jun de 2019

Do baú da Mabel Benitez



Mabel Benitez é argentina da região mesopotâmica, vive en Concepción del Uruguay e é nossa seguidora e interlocutora generosa.
Comentou um dia que tinha uma mantilha de nhanduti comprada por seu pai numa das viagens que fazia com frequência à região das Missões no Paraguai. Eu lhe pedi para compartilhar conosco fotos da peça e em poucos dias ela nos enviou fotos da mantilha branca dizendo que ela e sua irmã possuíam mantilhas brancas e que a de sua mãe era na cor preta.
Obrigada, Mabel, pela generosidade em compartilhar conosco sua mantilha que, pelas minhas contas, deve ter sido comprada entre 1960 e 1970.


29 de mai de 2019

Museu Universitário da PUC-Campinas



O Museu Universitário nasceu em 1958 como Departamento de Etnologia e Antropologia e  funciona hoje na cidade de Campinas num prédio histórico anexo ao Solar do Barão de Itapura. São dois belos edifícios remanescentes do seculo XIX que se encontram atualmente em processo de restauração.
Fomos consultar o corpo do Museu no sentido de conhecer o que possuía ele no acervo de Renda Tenerife ou Nhanduti, já que tem conteúdo da área de artes manuais e está localizado na região administrativa de nossa pesquisa. 
O acervo possuiu apenas uma única peça da técnica que tivemos oportunidade de conhecer de perto e ter as fotos. Mas nosso maior ganho foi o contato com uma equipe solícita e atenciosa, apaixonada pelo trabalho. Agradecemos o Coordenador Rodrigo Luiz dos Santos e equipe pelo atendimento. 

O cadastro do Museu informa que a peça acima teria entrado no acervo em 1974 procedente do Paraguai. |Catalogada em 2017.

Solar do Barão de Itapura como deverá ficar após restauro
                                                   

                                                  Conheça um pouco mais clicando AQUI


20 de mai de 2019

Do Baú de Zilamar Takeda



As peças que a artista textil Zilamar Takeda achou no seu baú e compartilha com agente foram feitas por sua tia-avó, Da. Ada Anna Bezzi que teria hoje cerca de 120 anos, ou seja, que nasceu na virada do século XIX para o XX. Zilamar estima que a peça teria sido feita por por volta dos anos 40-50 e contou ainda que as artes com texteis sempre estiveram por perto dela através de sua família. A família era originária do Vêneto e chegou a ter no Brasil uma pequena fábrica de camisas de linho que eram bordadas por sua avó. 


9 de mai de 2019

NHANDUTI NO BRASIL NOS ANOS 1950 : DA. MARTA MORI



Da. Marta Mori tem hoje quase 80 anos mas porta uma jovialidade que faz a gente repensar em nossos conceitos de idade. Ela nos recebeu na casa onde mora há 54 anos para nos mostrar peças e contar de sua atividade empreendedora com o Nhanduti nos anos 1950-60 em Socorro, interior de S.Paulo, época em que muitas pessoas e famílias da cidade tinham a atividade como ganho ou complementavam a renda familiar fazendo Renda Nhanduti.

Ela coordenava um grupo de cerca de 40 pessoas que faziam módulos da Renda Nhanduti. Ensinava as pessoas, dava o bastidor de madeira e a linha e depois remunerava os módulos que eram produzidos por dúzias. As peças - toalhinhas de mesa de vários tamanhos, colchas e acessórios de casa - eram depois montados por ela e uma sobrinha, assim como era ela também que ia para S. Paulo vender as peças.




Eu vendia na feira e para particular ... uma pessoa comprava, outra via, aí já telefonava pedindo pra eu levar... outra pessoa comprava, mostrava pr'as amigas ... então tinha muito particular [que encomendava] ...elas falavam: faz colcha que eu vou dar de presente pra minha mãe ... eu fazia colcha ...uma indicava pra outra ... levava 3 ou 4 colchas cada vez ... eu ganhei dinheiro, vou falar a verdade ... eu levava pra vender, vendia e já voltava com linha ... no ônibus o pessoal falava : a mulher da sacola chegou. 

28 de abr de 2019

Pinturas Parietais na Capela de S.Miguel Paulista



A Capela de S.Miguel é a igreja mais antiga de S.Paulo e essas pinturas são únicas! 
Datam do final do sec. XVII ou início do XVII e foram cobertas por altares de madeira colocados quando a igreja passou da mão dos jesuitas para os padres franciscanos. Em 2006, durante uma restauração, as pinturas foram descobertas, tiveram então um tratamento e voltaram a ser cobertas pelos altares. 
Elas agora estão à vista somente até dia 04 de maio próximo. Aproveite essa oportunidade porque não se sabe quando haverá outra! 
... Visitá-la é fazer um passeio pela S.Paulo dos primeiros anos. 
 Cheque horários antes de ir. Facebook: 












A Capela de São Miguel Arcanjo, datada de 1622, é o patrimônio mais antigo de São Paulo, tombada pelo IPHAN, CONDEPHAAT e CONPRESP. Nesta Capela estão preservados importantíssimos registros da arte e da cultura do período colonial paulista, bem como exemplares únicos do início da arte brasileira produzidos pelos índios Guaianazes no século XVII.




TEXTILES ANCESTRALES PARACAS

La lucha por recuperar la técnica del anillado


Exposição no MUSEU INKA, Cusco
3 de mayo de 16:00 pm -  18:00 pm 
Sala de exhibiciones temporales

Oportunidad para compartir y celebrar el esfuerzo de los tejedores para recuperar la técnica del anillado de las culturas Paracas y Nazca. 


+ info: AQUI






24 de mar de 2019

A LA GALA DE LA BELA NOVIA



O Museu Popular de Morón de Almazán Costume, Soria, Es´panha, hospeda até o final do ano uma exposição "única" de moda nupcial, na qual estão expostos 50 trajes de diferentes partes da Espanha e do mundo, "uma caminhada cronológica através da evolução do moda nupcial feminina a partir de meados do século XIX para quase o presente ", de acordo com seu curador, Enrique Borobio.




A amostra temporária do Museu, propriedade da Delegação Provincial de Soria, está dividida em duas partes diferentes. Em uma delas estão expostos as roupas “populares” que as mulheres usavam ao longo do século XX, e o outro, chamado de “moda”, mostra os trajes de 1830 a 2004 feitos por estilistas como Javier Larrainzar e Chus Basaldúa.

Enrique Borobio detalhou as dificuldades que o Departamento de Cultura teve para reunir os cerca de cinquenta figurinos que, pela primeira vez, estarão juntos em uma exposição. "Foram meses para reunir uma boa representação em Soria", disse ele. A exposição transmite as diferenças e a evolução do vestuário de noiva, segundo o curador, que afirmou que "se a mulher tem um traje ao longo da história que seja representativo, que guarda com carinho e que é um ícone da beleza feminina é o traje de casamento. " "Tivemos a sorte de ter exemplares que nunca deixaram o seu local de origem." A exposição é uma homenagem à mulher, que na altura do casamento era livre para dizer sim ou não, e também aos designers que vestiram-nas e mostram a beleza e o icônico traje feminino do casamento", explicou.

Os manequins deste museu provincial vestem trajes "muito ricos", que pertenciam a noivas de famílias muito ricas e outras famílias mais sóbrias e austeras. Além disso, o espectador pode ver claramente as semelhanças e diferenças entre as diferentes províncias da Espanha no traje popular e diferenças estilísticas de tendências da moda "Nos conjuntos existem notas que são comuns e alguns muito locais", acrescentou.

Os trajes populares vêm da região de La Armuña, La Alberca, de Candelario e Peña Parda, em Salamanca; Como Mariñas, na Galiza; Ansó, em Huesca; Terras de Leon; Pronto, em Zamora; Montehermoso, em Cáceres, Navalcán, Cosuegra e Lagartera, em Toledo; San Martín de Rubiales, em Burgos; Fraga, em Huesca, e Santa María del Berrocal, em Ávila e Valência.

Os vestidos de noiva 'da moda' foram doados pelo Ministério da Cultura, indivíduos, a Fundação do Traje de Villanueva de la Serena (Cáceres), colecionadores, prefeituras e museus dos lugares de origem. Enrique Borobio acrescentou que a Diputación de Soria teve que fazer um investimento para desmantelar o museu, adquirir manequins e fornecer novos sistemas de iluminação e segurança ao museu para abrigar a exposição, o que aumentou a qualidade do próprio recinto.

fonte: Exposição de Trajes de Noiva

17 de mar de 2019

Parceria com THE LACE MUSEUM de Sunnyvale, CA.




Trazemos aqui uma bela gola de Renda Tenerife do acervo do THE LACE MUSEUM.




A parceria entre NHANDUTI DE ATIBAIA e o THE LACE MUSEUM nos permite compartilhar a peça em detalhes, o que é um privilégio para os amantes da renda em geral e, em especial, para os aficcionados pela família da Renda Sol. E ainda temos um breve histórico.

A peça foi doada ao Museo pela herdeira da família californiana de Paul e Bessie Walker em 2005 que contam que ela foi comprada em 1940 junto com outras rendas e permaneceu guardada, enrolada e empoeirada como veio até quando Bessie se aposentou, em 1973, quando foi aberta e lavada e retornou para um armário, de onde saiu após a sua morte, quando sua filha mais velha a emoldurou, mantendo a peça exposta na sua casa como lembrança de sua mãe. Quando Ardis, filha mais nova do casal, tornou-se a única remanescente da família e mudou-se para uma casa menor, procurou uma instituição para doar a peça encontrou o THE LACE MUSEUM, situado em Sunnyvale, para onde foi levada. A peça tem cerca de 32 polegadas (81.28 cm) .






THE LACE MUSEUM é um pequeno e muito ativo museu de renda situado na Califórnia, perto de Berkeley. com o qual temos uma parceria que nos privilegia com o compartilhamento de seu acervo de Renda Sol. O site é http://www.thelacemuseum.org/ e o facebook https://www.facebook.com/The-Lace-Museum-332034293624/

24 de jan de 2019

COMO FAZIAM


Sempre tive curiosidade sobre essa peça. Agora que consegui comprar uma pro acervo Nhanduti de Atibaia entendi tudo!  Trata-se de uma peça que deve ser colocada sobre uma almofada ou cojin. Cojin é o nome da almofada em que as Rosetas de Vilaflor, das Ilhas Canárias, são tecidas, Roseta que é provavelmente a ancestral de muitos dos "Soles" que  hoje se encontram espalhados pelo mundo.  
É bem possível que essa ferramenta tenha sido inspirada nos cojins das Canárias e já explico a razão. Primeiro, deixe-me dizer que a peça data do início do século XX, informação que pode ser recolhida em jornais e manuais da época já que foi patenteada em 1903 (registrado no verso) . Mede cerca de 6,7 cm de diâmetro, é abaulada de um lado e achatada ou plana no verso, e me parece ter sido feita em galalite*. Ela deve ser adaptada a uma almofada dura e nele adquire sua função de guia em que os alfinetes serão inseridos para montar a teia ou urdimento radial, típico da família das rendas da família das Renda Sol ("Soles"). 
Montagem do urdimento radial no Proctor Teneriffe Lace Wheel




Abaixo temos a foto de um cojin atual de Tenerife, presente da curadora Milagros Amador do Museu de Artesania Iberoamericano de Tenerife.  A parte superior tem uma peça de couro cuja função é exatamente estabilizar os alfinetes em que o urdimento que formará o módulo serão colocados. 



Cojin da Ilha de Tenerife
Temos aqui outra almofada de Rosetas, um cojin da Ilha de Lanzarote, presente da Mestra Rendeira Macarena Arrocha Arraez,  que traz na sua parte superior, com a dupla função de  estabilizar os alfinetes e servir de guia para os alfinetes que suportarão o urdimento radial, uma peça de metal exatamente a função do Proctor Tenerife Lace Wheel. 

Cojin de Lanzarote da segunda metade do Sec.XX

Quero aproveitar  a oportunidade para através desra postagem agradecer Milagros Amador, do Museu de Artesania  Iberoamericano de Tenerife pelo cojin  e pelo constante acolhimento; e, Macarena Arrocha Arraez , rendeira de Lanzarote, Canárias, que me honrou com este cojin que pertenceu a sua mãe que também era "tejedora" de Rosetas. São agradecimentos que sei que nunca serão suficientes pelo tamanho da generosidade.

Finalizando, há alguns anos atrás localizei e deixei em meus arquivos estas "prints" da web que mostram que também existia o "instrumento" Proctor Teneriffe Square, ou seja, em formato quadrado.

parte de anuncio ou folheto de venda do Proctor Wheel- inicio 1900

Proctor Teneriffe Square (fonte:WEB)


Proctor Teneriffe Square (fonte:WEB
* GALALITE é o nome comercial de um dos primeiros plásticos. Foi inventado em 1897 e patenteado em 1899 . Este material revolucionou a indústria de botões com a sua capacidade de criar efeitos estruturais e imitar todo o tipo de material: chifre, tartaruga, marfim, madeira, etc. Também foi usado nos anos trinta para jóias, canetas, alças de guarda-chuva, chaves de piano brancas, etc.


1 de jan de 2019

Á venda na Etsy (hoje)

Vintage lace tablecloth, Teneriffe needle lace, Spider lace, Victorian decor, Ecru 34 inch square, Table linen, Wedding cloth, Dresser scarf






Description

Vintage lace tablecloth. Hand worked Teneriffe needle lace with spider lace trim and center accents. Great for Victorian home décor. This table linen is an ecru color, 34 inch square. The fabric is either linen or cotton and the needlework is cotton. This antique tablecloth would be great for weddings, dining table centerpiece, piano throw or dresser scarf.

This piece is in great condition for it's age. There are a couple places where the threads have come loose and 2 small stains in the center. I haven't tried to wash this cloth to see if the stains will come out. See the detailed pictures. Still has plenty of life in it and is a beautiful piece of needlework.
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Nhanduti de Atibaia