"Se V. possui uma renda tenerife antiga, achou um bastidor ou uma toalhinha no baú, compartilhe essa preciosidade com outros interessados e rendeiras. Entre em contato conosco para obter com o mediador as instruções para ser co-autor do MUSEU VIRTUAL e fazer um post com sua peça. Ou mande a foto que faremos a postagem em seu nome"

"Si tiene un antiguo encaje de tenerife, has encontrado un cojin o un mantelito en el baúl, comparta esta joya con encajeras y otros interesados. Póngase en contacto con nosotros para obtener las instrucciones con el mediador y hacer un "post" con su pieza como coautor del MUSEO VIRTUAL. O envia una foto que se publicará en su nombre."

"If you have an old tenerife lace, found a rack or a small doillie in the family chest, share this preciousness with other parties concerned and lace-making. Please contact us to obtain with the mediator the instructions to be co-author of the VIRTUAL MUSEUM and make a post with your play. Or send us a photo and we will make posting on your behalf."

1 de set. de 2013

The Queenslander - edição de outubro/1923




Jornal da comunidade de Queensland, em Brisbane, Austrália, recomenda a aplicação de módulos de renda tenerife para enfeitar as lingeries, então feitas em casa.


TENERIFFE LACE "WHEEL."
              Teneriffe lace is easily made by any- one with neat fingers. It can be worked in white or in coloured, thread to match the household linen. frocks, blouses, or lingerie it is to adorn. The special frames, dull-pointed needles, pins, and thread, for Teneriffe lace-making are quite inexpensive. Buy the best quality thread; it gives your work a smooth, even finish. 
           One of the prettiest and simplest designs is the Teneriffe wheel, made as follows :— Place the wheel frame on a small, hard cushion, and into the fifty-two holes round the wheel's edge put the lace pins, leaving about one-eighth of an inch of the pin not pushed in. Attach the thread firmly round one pin head and lead it across the wheel to the pin exactly opposite so that the thread forms the diametor of the wheel. Continue to draw the thread firmly, but not too tightly, round each pin head, working from side to side of the wheel, and push ing down each pin head as the thread is put round it. When all the pins are done in this way. take the special needle, with a fairly long thread, and with it lighten the threads where they cross each other at the centre of the wheel. Then darn round the centre three or five times, taking care not to raise the same thread in two adjacent rounds. Slip the needle up a short distance towards the outer edge of the wheel, and make another circle. This is formed by drawing four threads together and knotting them with the threaded needle, continuing like this once round the wheel. Slip the needle up again and make another circle, knot- ting four threads composed of two threads from each of the preceding circle's four   knots. This forms a cross. Slip the needle up again, this time almost to the pin heads, and form the final circle by knotting with the needle two threads, one from each pin, the knots close to the pin heads. When this final circle is   made, fasten off the thread, knotting securely, under the wheel, and carefully remove all the pins. The wheel is then a perfect lace medallion, ready for inser- tion in fine hand-made lingerie. For the many more intricate wheels and insertions in thin lace, it is advisable to consult a, pamphlet on Teneriffe lace making, which will give diagrams show- ing the work at different stages.

13 de ago. de 2013

Nhanduti em S.Paulo nos anos 1950: Da. Elvira Manetti.



Da. Elvira Manetti (1904-1993), segundo sua filha, Neide Foux, depoente, fez nhanduti toda a vida. “Eu conheci minha mãe sempre fazendo nhanduti. Ela fazia também filé. Era muito prendada e fazia de tudo numa casa.” Moravam no bairro de Santa Terezinha, perto de Santana, na capital do Estado de S. Paulo. Da. Elvira teceu até mais ou menos 1980.




Ela pagou todo o meu enxoval com o nhanduti. O casamento foi em 1960. Ela trocava as peças com uma senhora portuguesa que comercializava roupa branca, toalhas da Ilha da madeira e etc... cujo nome não me recordo. Muita vezes essa senhora trazia encomendas de nhanduti para Da. Elvira fazer. Ao que parece, esta senhora também comercializava as peças em nhanduti feitas por Da. Elvira.



Da. Elvira solicitava a ajuda da filha para suas encomendas. A filha desde os 9 anos tecia os módulos pequenos para ajudar a mãe, por imposição. A menina recebia os bastidores com a teia montada para “preencher” com a linha de seda colorida. 
Da.Elvira Manetti


A depoente tinha, entre os guardados de fazer nhanduti da mãe alguns bastidores de madeira padrão, muitos módulos pequenos em cores diversas já prontos para serem montados, um final de rolo de linha mercer crochet bege (sem rótulo) e uma meada da linha de seda fechada, linha esta muito usada na época, que agora sabemos tratar-se da linha chamada Negrinha. Na foto com as linhas aparecem também duas agulhas de ponta fina, sendo uma delas curvada na ponta. 

fonte: fotos e depoimento recolhido em junho/2013
 

24 de mai. de 2013

RENDA BRASILEIRA AO VIVO:


Nos dias 25 e 26 de maio estaremos lá: na mesa redonda do sábado à tarde e domingo, entre 10 e 18:00hs, na aula demonstração juntamente com outras cinco mestras rendeiras.
Venha ver toda essa lindeza e essa arte ao vivo! 
Consulte a programação.


15 de mai. de 2013

REPRISE: From a Hollywood Estate Costume Collection




"Delicada blusa cor de mármore com aplicações de renda tenerife, também chamada de nhanduti ou renda sol. Estilo básico com belo barrado e bordas recortadas. Gola alta  com mangas longas, ligeiramente abertas. A blusa tem uma abertura na frente com  minúsculos botões de pérola. As belas mangas terminam com aplicações em renda de nós abertos formando um barrado ondulado igual ao barrado da blusa."



Reprisamos n/postagem de maio/2011. Mostra uma belíssima utilização de módulos da renda tenerife, estes, por sua vez, feitos com excelência.
A peça esteve à venda pela e-bay.




Vá até nossa postagem clicando AQUI

1 de mai. de 2013

Do baú de Rebecca: renda tenerife d'avó Isabel





Para Rebecca, autora do blog DANDOLINHAS, o nhanduti chegou através da avó Isabel, filha de espanhóis,  "que confeccionava a renda numa almofadinha de couro, onde ela colocava alfinetes formando o desenho pretendido. Depois, sei lá como, ia trançando os fios e nasciam belas toalhinhas".

       Além da toalha que ela recuperou e guarda emoldurada, Rebecca conseguiu também o bastidor que a avó usava " que foi meu vô Floriano que fez prá ela"... "E um livreto francês de onde os modelos eram tirados."



     Interessante notar que a almofada que a avó Isabel usava é o bastidor usado até hoje em Tenerife, Ilhas Canárias para fazer as Rosetas Canárias. Podemos vê-lo AQUI nessa postagem do n/blog RENDA TENERIFE OU RENDA SOL . 



    Outro ponto interessante é que o livreto de modelos de que a blogueira fala é uma publicação que correu o mundo em mais de 100 linguas da Bibliothèque DMC, LA DENTELLE TÉNÉRIFFE. V. consegue baixar o livro digitalizado em .pdf. clicando AQUI.


     A editora responsável pela coleção que abordava vários trabalhos de agulha era Thérése de Dillmont (1846-1890) cujo nome continuou a ser usado mesmo após sua morte já que era sinônimo de excelência nas  publicações de trabalhos manuais. Segundo palavras da edição francesa, o livro era um "album contendo 20 páginas de modelos para renda tenerife precedidas de um texto com figuras explicativas facilitando a execução deste tipo de produto"   
  
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Nhanduti de Atibaia